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Terra dos Muiraquitãs

Foto: Eunice Pinto/Agência Pará

Chegamos ao extremo oeste do Pará!

Mas quem disse que estamos cansados de viajar? Acredite, o que nossos olhos têm visto nessas andanças pelo Baixo Amazonas compensa qualquer cansaço e saudade de casa. Talvez por conta da distância e do difícil acesso, as cidades e populações daqui, ainda guardam riquezas e paisagens incríveis, daquelas que emocionam e renovam a alma de qualquer um.

Estamos nos aproximando do final e os registros e histórias que vamos levar daqui, sem dúvida, serão pra vida toda, mas enquanto a viagem não acaba, vamos falar do nosso 16º destino: a terra dos muiraquitãs, o município de Faro.

A cidade que fica às margens do rio Nhamundá é uma das últimas a receber os serviços de cidadania e saúde da nossa caravana. Nesta quarta-feira (11), a população está sendo atendida no porto de Faro. Mais de 100 profissionais se revezam em consultas médicas, emissão de documentos e dispensação de medicamentos e cadeiras de rodas, gratuitamente.

Foto: Eunice Pinto/Agência Pará

Foto: Eunice Pinto/Agência Pará

Ontem (10), depois de 4 horas de viagem, nosso navio chegou aqui. Diferente de Oriximiná, que tem uma extensão territorial gigantesca, Faro tem só 11 mil km² e pouco mais de 10 mil habitantes. Porém, mesmo pequena, a cidade tem uma das paisagens mais bonitas já vistas nessa jornada. Do alto sua orla, o que se enxerga é um cais imponente e um rio majestoso. É do Nhamundá, inclusive, as águas que fazem a divisão entre os maiores estados brasileiros: O Pará e o Amazonas. Do lado de cá, Faro se impõe como o último recanto paraense antes de atravessar pras bandas de lá. E faz esse papel da melhor forma possível.

Dizem os mais antigos que Faro tem na cultura portuguesa a inspiração para o nome e na aldeia dos índios Jamundás, a sua origem. Ainda no século XVIII, a relação entre os indígenas e os missionários da Congregação Capuchos da Piedade fez a cidade nascer. Hoje, é um dos municípios mais antigos do Pará.

Para chegar até aqui, a principal via de navegação é o rio, sobretudo, para quem vem de Santarém, Oriximiná e Terra Santa, mas também é possível vir por Trombetas ou Parintins (AM). E quem vem entre os meses de setembro e dezembro tem visão privilegiada das pontas de areias que formam lindas praias por causa da vazante. Reza a lenda que nessas mesmas praias, há muito tempo, eram as famosas guerreiras amazonas que mergulhavam. Hoje, entretanto, qualquer um apaixonado por natureza, passeios ecológicos e vida calma, pode fazer o mesmo, abençoado por São João, padroeiro da cidade, e pelo sol que não deixa de dar seu espetáculo nenhum dia sequer.

Foto: Eunice Pinto/Agência Pará

Pena que aqui as nossas horas serão contadas. Amanhã (12), a gente já parte para nossa penúltima cidade, mas até lá, a gente continua trabalhando, fazendo questão de contemplar esse dia de céus, águas e florestas de cores e belezas mais intensas, nessa terra abençoada.

Faro, a Caravana agradece! \o/

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