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Juruti: berço dos Muirapinima e Munduruku

Foto: Petterson Farias/Secom

E chegamos à nossa penúltima parada no Baixo Amazonas. A viagem está chegando ao fim, mas até o dia 21, o trabalho de saúde e cidadania do Pro Paz ainda atende as populações de Juruti e Óbidos, os dois municípios que ficam no extremo oeste paraense.

Mas enquanto a gente não ancora nosso barco em Óbidos, é de Juruti que vamos falar. Chegamos por aqui na quinta-feira (12) e ontem (13) mesmo começamos nossos atendimentos. As especialidades médicas e as emissões de documentos estão sendo oferecidos no porto da cidade até este domingo (14).

Entre os jurutienses beneficiados com a visita da nossa caravana, estão a Lucilene dos Santos e seus 3 filhos. Antes do atendimento, conversamos com a dona de casa que nos confessou que ainda não tinha conseguido levar seus filhos a um pediatra e que, através do boca a boca entre as vizinhas, foi que viu no Pro Paz a oportunidade para consultar o Yuri, o André e a Flávia pela primeira vez.

Foto: Petterson Farias/Secom

Assim como eles, mais de 40 mil habitantes residem neste, que é um dos municípios mais importantes da região. A cidade, que fica 800 km distante de Belém, teve sua origem na aldeia dos índios mundurucus, ainda no século XIX. Já chegou a ser chamada de Freguesia da Nossa Senhora da Saúde, mas graças às aves características da região, que ficavam com o pescoço teso ao cantar, passou a ser chamada de Juruti, que em tupi significa “colo firme”. Legal, né?

Fazendo divisa com o estado do Amazonas, Juruti é outro considerável polo de extração da bauxita, assim como Oriximiná e Terra Santa, embora também viva da pesca, agricultura e pecuária, além de ser sede de uma das manifestações culturais mais importantes da Amazônia, o Festribal.

O Festival das Tribos de Juruti é uma das maiores ilustrações dos hábitos e costumes nativos e reúne, anualmente, milhares de pessoas no tribódromo, para celebrar a cultura dos índios, em forma de música, artes cênicas, alegoria e danças. Sempre no mês de julho, duas tribos disputam a preferência do público, retratando o estilo de vida caboclo e os rituais indígenas.

Foto: Petterson Farias/Secom

Mas por aqui, outras características também são fonte de inspiração para quem chega para visitar ou morar. Além de estar situada à direita do rio Amazonas, Juruti é ainda repleta de igarapés e balneários, mas é mesmo no rio gigante e caudaloso que os botos presenteiam os turistas com o espetáculo de dança nas águas.

Sem dúvida, essa terra é mais um dos recantos que, junto com Santarém, Senador José Porfírio, Terra Santa, Alenquer, Oriximiná, Faro, entre outros, fazem do Baixo Amazonas uma das regiões mais lindas do Pará. Pena que pra gente é só mais uma visita rápida, já que a nossa Caravana fica aqui só até amanhã. Mas, com certeza, Juruti deixa em todos nós a vontade imensa de voltar. E quem sabe, em julho, durante as festividades das tribos… Não seria nada mal, né?!

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