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Com emoção, ou sem emoção?

As visitas técnicas são fundamentais pra que tudo corra bem na Caravana. Na última quinta-feira (08), eu decidi acompanhar o Jorge (coordenador-geral da Caravana Propaz) em uma delas. Nosso destino foi a cidade de Portel, a aproximadamente 3 horas de lancha de Curralinho (depois de uma rápida parada em Breves, pra deixarmos a pequena Maria do post anterior no Hospital). Nossa embarcação (uma voadeira pra 6 pessoas) partiu por volta das 15h de Breves. O comandante nos disse que a viagem seria tranqüila. A ida, realmente foi. Mas, a volta, nem tanto (rs). Depois da reunião com representantes locais da prefeitura municipal e de todos os detalhes acertados pra chegada da Caravana em Portel, na próxima semana, era hora de voltar pra Curralinho. Na verdade, não era bem a hora certa. Deixamos o trapiche da cidade. Depois de pouco mais de 15 minutos de viagem, o tempo fechou, e uma tempestade, literalmente, desabou sobre nós no meio do caminho. Por conta da nossa localização (exatamente no meio da Baia do Marajó) era inviável tentarmos voltar pra Portel. Quem já navegou por aqui sabe exatamente do que eu estou falando. A única saída seria continuarmos a viagem, até a localidade mais próxima, pra aguardarmos o tempo melhorar e seguir com segurança. Por conta da forte chuva, o rio estava muito agitado. A pouca visibilidade dificultava a nossa visão. Não fazíamos a menor idéia de onde estávamos. Foi quando o comandante nos informou que o GPS tinha perdido a localização. Durante quase 2 horas navegamos em linha reta. A viagem de ida de Breves a Portel levou 1 hora e 20 minutos (e não foi em linha reta, até onde eu lembrava). Alguma coisa estava errada, ou melhor, o caminho, claro, estava errado (rs). A chuva passou. Paramos, então, na casa de um ribeirinho pra pedir informação. Perguntamos se faltava muito pra chegar até Breves. Ele riu. E disse que estávamos quase chegando a Bagre! Começava assim, a terceira parte da viagem: voltar novamente até a Baia do Marajó e pegar o destino certo! No percurso, muitas embarcações navegavam sem qualquer sinalização, um perigo constante nos rios do Marajó. Mas, tudo corria bem. Já estávamos no caminho certo, e faltava pouco mais de 30 minutos até chegarmos em Breves, quando, de repente, nossa embarcação bateu em um tronco de árvore que flutuava no rio. Pensamos na hora que havíamos perdido o motor da voadeira, pelo forte impacto (e inclusive, a própria lancha). Mas, foi apenas um susto (mais um, na verdade). Nossa embarcação não havia sofrido nenhum dano e o motor continuava no mesmo lugar. Seguimos viagem, e em 10 minutos chegamos até Breves. Ufa! Por fim, decidimos dormir por lá mesmo e esperar o dia amanhecer pra voltarmos pra Curralinho, sem fortes emoções. Na próxima visita técnica, o Jorge vai ter que me avisar, com antecedência, se a viagem vai ser com ou sem emoção! Ai eu decido se eu vou ou não embarcar em mais uma dessas aventuras! (rs).

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Comentários

  1. Mensagem Olá meninos, percebo que as emoções são muitas e as histórias também, isso certamente renderá um livro que será um sucesso, boa sorte e é muito bacana o trabalho de vocês, Bruno e Timóteo, espero revê-los ainda no Marajó!

  2. armando neto abril 9, 2012

    Ufa!!! que aventura!!! serão as 5000 léguas maritimas marajoaras, que bom que saiu tudo bem… abraços fraternos

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